Neste sábado, 27 de Junho de 2026, me deparei com esta homenagem recebida do poeta Manoel Monteiro, que me tocou profundamente.
Na aparente simplicidade do seu escrever, ele conseguiu, com a leveza dos grandes mestres, cravar palavras diretamente na alma. Trabalhamos juntos por esse Nordeste afora, difundindo a literatura de cordel sem jamais buscar a ribalta ou o reconhecimento fácil. Fazíamos porque acreditávamos, porque era preciso fazer. Dedicávamo-nos a despertar motivações, a valorizar pessoas, anônimos e famosos, cujo talento e coragem fizeram e continuam fazendo a diferença.
Ao longo dessa caminhada, construímos muito mais do que projetos e realizações: anonimamente, criamos laços de amizade e cumplicidade que alimentaram nossas almas e fortaleceram nossa missão, sempre guiados pelo desejo de superação, pelo crescimento da arte e pela certeza de que a cultura é capaz de transformar vidas e eternizar histórias.
Anos depois, reviver este reconhecimento de Manoel Monteiro a essa trajetória é compreender que algumas homenagens têm o raro poder de nos alcançar no lugar mais profundo: o coração.
Aos hipócritas, as cinzas do esquecimento.
Muito grato, Mestre!
(Fred Ozanan)



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